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Concurseiro no Divã

O efeito da reprovação nos candidatos a OAB

18 jul 2016
17h02
atualizado em 19/7/2016 às 07h39

A falta da mudança gera persistência no que não funciona, gerando inércia, ou seja, paralisa as ações que se teria caso estivesse em condições naturais, de explorar sua capacidade criativa e espontaneidade em lidar com as situações de formas diferentes das que vem aplicando.

Há candidatos que exaustivamente são persistentes e passaram por seis a oito provas, sem terem tido sucesso. Persistem, mas não se modificam. Incorrem em mesmos erros, permanecendo sem enxergar, no que lhe tiraria desta condição. Naturalmente que sofrem da desmotivação e da falta de inovação nas condutas.

Como se tivessem saído de um redemoinho, ficam atormentados com o resultado. Com as questões, com a interpretação delas e os inúmeros recursos que são feitos em razão de buscarem justificativas para suas questões dissertativas. Não tem sido uma experiência agradável para estes que veem nesta avaliação, o terror instalado e um cenário obscuro pela frente, em que acabam desistindo e buscando outros meios de exercer a profissão; fazendo parcerias com outros colegas que possuem a carteira profissional, onde estes assinam  a autoria de seu trabalho. Outros, por sua vez, se subdividem entre autores das peças, que redigem as petições e para isso precisam elaborar e discernir a respeito de um ordenamento jurídico. Enquanto que os associados fazem a audiência e serviços de fórum necessários e até mesmo o contato com o cliente.

Procuram estabelecer meios de trabalhar, ainda que extraoficiais como modo de permanecerem no mercado de trabalho, em face de uma legião de profissionais que dão retaguarda aos que ainda não adquiriram a carteira, a ter trabalho e participarem de escritórios, empresas, instituições na informalidade. Estão em uma posição inferior (de auxiliares) a que teriam, caso estivessem com a sua carteira profissional. Curiosamente fazem o trabalho com segurança, atuam sob a supervisão de outro colega que ganha na verdade, uma força trabalho, que soma à sua atividade, e com isso poderá pegar mais trabalho, pois divide com o colega atribuições e honorários. É nesta proporção que muitos vão se sentindo rebaixados perante o outro, pois ao realizarem e acompanharem todo o processo de um caso prático,  acabam tendo que dividir seus custos com outro colega que assina, e passa a estabelecer sobre o outro uma hierarquia.

Então perguntamos, se este profissional tem condições de desenvolver parte ou todo o trabalho advocatício, o que estaria fazendo ele mesmo no sentido de dificultar sua aprovação, considerando que na pratica diária jurídica, dá mostras de conhecimento¿

Poderíamos entender também que um dos fatores de dificuldade enfrentado por estes seria a própria descrença de que possa conquistar algo e atingir a meta que se propôs, bem como dificuldade em ter sua autonomia e desenvolver segurança profissional.

Parâmetros de Qualidade da OAB

Certamente que a OAB visa com os exames a qualidade dos seus membros, tratando de exigir nas provas o que entende ser necessário que os profissionais busquem na sua formação: - não meramente o cumprimento de um pré-requisito formal, e sim o esmero, cuidado e zelo por um trabalho ético e de qualidade  a fim de atender as demandas.  As inclusões das disciplinas de formação humanística apontam isso, a necessidade de conhecimento bem como qualidade pessoal.

Abrir este assunto para um aprofundamento é o objetivo deste texto, de modo que, aqueles que participam deste processo possam se incluir e avaliar tal situação.

Nós, educadores, professores e formadores de carreira, do qual me incluo temos por base que as condições emocionais influenciam diretamente no desempenho e na autoconfiança necessária para poder passar por todo o aprimoramento que se faz necessário.

Posições como a de Alberto, que me escreveu dizendo o seguinte, após ter realizado duas provas: “Para mim foi um balde de água fria, pois me dediquei e não passei e agora estou desmotivado para continuar a estudar”. “Estou em uma fase ruim, estou para baixo, desanimando...”

Podemos adiantar-lhe: “Não avalie a sua pessoa em razão da frustração obtida”. Há alguma razão para o que está passando, a necessidade de gerenciar suas emoções juntamente com a sua forma de pensar. Pensamentos são acompanhados de ações, e se estes estão comprometidos, equivocados, certamente que irão afetar o seu resultado, sua  capacidade de elaborar o conteúdo e fazer correlações que o auxiliam a pensar respostas.

Um fator a considerar, é que o modo como pretendemos atingir determinado resultado, não ocorra do modo como esperamos. Reconhecer que é preciso mais,  desanimar-se diante de uma frustração no momento e, partir para uma observação mais apurada das suas condições.

Devemos compreender que provas envolvem recursos multifatoriais que afetam o seu desempenho e criam resultados não dimensionados anteriormente. Dê continuidade ao seu potencial de execução. É preciso fazer e fazer! Ações que desconhece no momento, mas que existem. São pessoais e intransferíveis, sendo necessário passar pela situação a fim de ir encontrando respostas.

O ponto a destacar para uma reflexão é que, nem tudo o que você não sabe, nunca viu ou nunca escutou – representa que não existe!

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Luiza de Azevedo Ricotta (luizaricotta@hotmail.com)

É psicóloga, preparadora emocional de candidatos à carreira pública no desenvolvimento de seu talento, habilidades e competências direcionadas para a aprovação e pós-ingresso, como premissa de garantir a qualidade do servidor público.  Autora de diversos livros, com conteúdos originais no segmento psicologia e concursos. Palestrante e conteúdista.

*Acompanhe a coluna Concurseiro no Divã com Luiza Ricotta na plataforma IOB Concursos e no Portal Terra e os chats ao vivo mensalmente. Leia o Livro: Concurso Público: como enfrentar esse desafio! a preparação emocional em concursos de Luiza Ricotta.

Facebook: LuizaRicottaConsultoriaemPerformance

Fonte: Terra

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